o isqueiro perdido, mas bem acompanhado

3 comentários:

  1. Pleasure:
    espantosa coincidência!
    Deixe-me dizer-lhe que adoro estes isqueiros mecãnicos, a gasolina. Adoro o som da tampa, quer a abrir quer a fechar, adoro a chama, adoro o gesto que é necessário para os pôr a funcionar.
    Têm qualquer coisa de remoto:a elegãncia irreverente de um tempo antigo.Um tempo em que se podia conhecer alguém pedindo lume, num cálculo cheio de rimel, olhos provocantes. Num tempo de glamour cinematográfico.

    E depois, quase aponta para uma actriz que foi, e é, dos meus absolutos encantos: Greta Garbo, a mulher de todos os segredos ou não fosse tudo o que dela se sabe, apenas um lugar a dúvidas. Houve uma altura em que pareceu que, do sítio do seu silêncio, falava comigo.

    Alguns livros a separam de Hitchcock, de quem também tanto gosto. Ainda bem. Não sei se ela gostaria que este lhe incendiasse a vida, metaforizando-lhe os medos.
    Talvez ela lhe acendesse o charuto e depois se vaporizasse...tinha o dom de se diluir no fumo para que os outros a inventassem.

    Adorei este seu post, mesmo não sendo eu perita, nem pouco mais ou menos, em "Realização Cinematográfica".

    Bem haja.

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  2. Se me permite, este seu post, deu-me ganas de, na sonolência da sesta, vadiar por imagens a preto e branco.
    Não sei se estou viva ou já me mataram...enfim, vou fumar mais um dos meus John Player Special negros (em castelhano, imagine, Jonê Plaíar Éspéciál de lo negro)que não será por isso que os anjos me fecharão as portas da eternidade. Acho eu.

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  3. quanta fumaça por aqui!

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